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Manchas Solares Gigantescas

terça-feira, 30 de junho de 2009

Manchas solares gigantescas. A maior mancha solar dos últimos nove anos foi observada no final de Setembro, cobrindo uma superfície no Sol cerca de 12 vezes superior à que seria coberta pela Terra. A mancha pode ser observada na imagem abaixo (cortesia da experiência MDI na sonda espacial SOHO, uma missão conjunta da ESA e da NASA).

Fig.1














































As manchas solares apresentam uma estrutura muito complexa, que pode ser apreciada na imagem abaixo, obtida por Richard Muller do observatório do Pic du Midi em França, e que corresponde a uma parte da mancha solar mostrada acima.


Fig.2
























Nesta imagem de alta resolução, pode ver-se claramente que a mancha é formada por regiões escuras (ditas umbras), rodeadas de regiões ligeiramente menos escuras (penumbras) constituídas por estruturas que apresentam um aspecto algo filamentar. A região mais clara que parece formada por pequenos grânulos é a superfície do Sol (a fotosfera). As manchas solares corespondem a zonas frias da superfície do Sol. As temperaturas das manchas solares excedem os 3500 graus Celsius, e frias significa apenas que as manchas são menos quentes que o resto da superfície solar, que tem uma temperatura de 5500 graus Celsius.
Embora pareça gigantesca, esta não é a maior mancha solar já observada mas apenas a maior do actual ciclo de actividade solar de 11 anos. Mostra-se em baixo um gráfico com as maiores manchas solares vistas em cada ano durante o período de 1900 a 1999.






Fig.3 A grande mancha de Setembro de 2000 é cerca de três vezes menor em área que a maior mancha vista durante o século XX, a grande mancha de Abril de 1947.
Os astrónomos sabem que as manchas solares correspondem a zonas de campos magnéticos muito intensos na superfície do Sol. A libertação súbita da energia magnética no Sol durante fenómenos chamados fulgurações produz grandes quantidades de partículas carregadas electricamente que são lançadas no espaço a velocidades próximas da velocidade da luz. Pode também ocasionar ejecções de matéria coronal, em que grandes nuvens de gás electrificado são expelidas pelo Sol a velocidades que podem atingir os 6 milhões de quilómetros por hora.
Felizmente, não há razões para alarme no que se refere a efeitos nocivos para a saúde humana. Existe uma região em torno da Terra (a chamada magnetosfera) que nos protege desses fenómenos. Os sistemas tecnológicos tais como satélites em órbita e equipamentos electrónicos nos países próximos das regiões polares podem, no entanto, ser seriamente danificados. A onda de choque ligada à ejecção de matéria coronal provoca a compressão da magnetosfera e, em casos extremos, pode induzir correntes eléctricas na Terra que interferem com equipamentos electrónicos. Por exemplo, a maior mancha do ciclo de actividade solar precedente, em Março de 1989, esteve associada a uma perturbação magnética que causou avarias nos sistemas de alta tensão do Canadá.
Dr. Dalmiro Maia Faculdade de Ciências da Univ. Lisboa



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