Laboratório de Ciência ao Vivo do Agrupamento de Escolas Braamcamp Freire

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Observação de Manchas Solares

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

No dia 8 de Fevereiro, um grupo de alunos do 10º2 orientou uma sessão de observação de manchas solares para os alunos do 7º5. Esta sessão foi organizada no âmbito do projeto "E o céu aqui tão perto.." e foi desenvolvida na disciplina de Física e Química A. Numa primeira fase, os alunos do 7º5 observaram, em tempo real,imagens do Sol do "Solar Dynamics Observatory" e identificaram as manchas solares que, numa segunda fase, foram observadas no Observatório Astronómico da escola, com o auxílio do telescópio. A atividade correu muito bem, só o tempo se portou mal.. havia muito vento e frio.

VII Olimpíadas da Ciência - Equipas concorrentes

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013





21º Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores


A Fundação da Juventude está a promover o 21º Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores - 2013, o qual se destina a premiar, a nível nacional, trabalhos desenvolvidos nas seguintes áreas de estudo: Biologia, Ciências da Terra, Ciências do Ambiente, Ciências Médicas, Ciências Sociais, Economia, Engenharia, Física, Informática/Ciências da Computação, Matemática e Química, realizados por estudantes, com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos, para conhecimento.
Os jovens concorrentes devem frequentar o ensino básico, secundário, ou o 1º ano do superior, e podem concorrer individualmente ou em grupo, no máximo de 3 elementos.

Prazo limite: 19 de abril de 2012

VII Olimpíadas da Ciência

domingo, 20 de janeiro de 2013







Estrela de Natal

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Uma das tradições do Natal é a Estrela de Belém. Segundo o Evangelho de Mateus, uma estrela levou os Reis Magos, Belchior, Baltazar e Gaspar, até Belém, o local onde estavam Jesus, Maria e José, onde prestaram homenagem ao recém-nascido e deram-lhe presentes.

Muitos cristãos acreditam que a estrela foi um sinal milagroso que marcou o nascimento do Jesus.
Ao longo dos anos muitos tentaram explicar o que seria essa estrela. Os fenómenos astronómicos mais considerados são uma conjunção de Júpiter e Saturno, um Cometa ou uma Supernova.
Os magos na viagem para Belém contaram a Herodes (ca. 73 a.C. - 4 a.C. ou 1 a.C.), rei de Israel, que viram a estrela "no oriente em ascenção".
Em 1614, o astrónomo alemão Johannes Kepler determinou que uma série de três conjunções dos planetas Júpiter e Saturno teria ocorrido no ano 7 a.C. No entanto, cálculos modernos mostram que havia uma distância de quase 1 grau entre os planetas, o que tornaria essas conjunções pouco expressivas.
Outros sugerem que a estrela seria um cometa. O conhecido cometa Halley, que se aproxima da Terra a cada 76 anos, esteve visível em 12 a.C. e outro cometa terá sido observado por chineses e coreanos por volta de 5 a.C., tendo sido observado por mais de 60 dias mas sem nenhum relato de movimento.
Recentemente o Papa Bento XVI, referiu que a Estrela de Belém seria uma supernova. Essa supernova teria explodido perto da galáxia de Andrómeda. Embora supernovas tenham de facto sido detectadas, é extremamente difícil detectar os restos de uma supernova noutras galáxias e, muito mais, determinar uma data de quando teriam ocorrido. As supernovas são corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas com mais de 10 massas solares, que produzem objectos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses.

Fonte: Wikipedia.
Foto retirada daqui.

Publicado por Armando Vivas

O Curiosity vai trepar uma montanha em Marte com 7 km de altitude!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso

Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano

Observação de manchas solares

terça-feira, 27 de novembro de 2012

No dia 13 de Novembro inaugurámos o nosso observatório astronómico com uma sessão de observação de manchas solares. 
Estava um excelente dia para observar o Sol, não havia nuvens nem neblina e a nossa estrela apresentava vários conjuntos de manchas  bens visíveis.
Nesta sessão participaram os alunos da turma 10º2, orientados por um grupo de colaboradores da mesma turma. Com o apoio deste grupo foi possível observar o Sol em direto no site da Nasa,  antes de o observar pelo telescópio, organizar a subida ao telhado da escola e ainda fotografar o acontecimento. 
Iremos realizar mais sessões de observação de manchas solares para  alunos interessados e, logo que as condições meteorológicas o permitirem, realizaremos também sessões de observação de astros à noite.
Portanto, mantém-te atento(a)! 





Fim do mundo?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Muito se tem falado sobre o fim do mundo este ano. Pela internet muitos sites falam sobre o assunto.

Esta 4ª feira na BECRE a professora Helena Spencer realizou uma sessão alusiva ao tema, no âmbito da iniciativa "Conversas à 4ªf".
A data de que se fala é o dia 21 de Dezembro, que todos os anos é dia de Solstício, em que no Hemisfério Norte teremos o dia mais curto do ano.
São várias as causas apontadas para que pudesse ocorrer algo no dia 21 de Dezembro: profecia Maia, alinhamento planetário, alinhamento da Terra com o Sol e o centro da Via Láctea, choque do planeta chamado Nibiru com a Terra, inversão dos pólos magnéticos da Terra e aumento da atividade Solar.
A Ciência afirma que nada disto provocará algo que levará ao fim do mundo e muitos dos acontecimentos referidos nem irão acontecer.
Em relação à profecia Maia, o que realmente é verdade é que está no fim de um ciclo no seu calendário. Relativamente ao alinhamento dos planetas, aqui podem consultar as posições dos planetas do Sistema Solar nessa data, podendo constatar-se que nenhum alinhamento ocorrerá.  Quanto ao alinhamento da  Terra com o Sol e o centro da Via Láctea, tal acontece todos os anos nos dias de solstício. Sobre o choque do chamado planeta Nibiru com a Terra, não existe qualquer base científica, nem se sabe da sua existência.
A inversão dos pólos já aconteceu mas atualmente não está prevista nenhuma alteração e mesmo que acontecesse abruptamente não seria catastrófico. Por fim, o aumento da atividade solar é algo cíclico e até agora só provocou alterações ao nível das comunicações via satélite.

Imagem retirada daqui.

Armando Vivas

Ciência e Literatura

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

No dia 18 de Outubro realizou-se na BECRE um seminário, para apresentação das atividades do projeto "E o céu aqui tão perto /Diálogo entre Ciência e Literatura aos alunos do 10º2 e 10º6, seguido de um lanche temático (O Universo também se come..). 
Convidámos o Rui Bastos, que foi aluno da nossa escola e colaborador muito ativo do LCV e que agora está no IST no curso de Engenharia Biomédica, para apresentar uma comunicação sobre o tema do projeto.
O Rui fez uma excelente comunicação, que foi seguida com bastante interesse por todos os participantes e que a seguir transcrevemos.
Se quiserem espreitar o lanche:

 http://www.facebook.com/media/set/?set=a.365603490190657.87170.100002230263987&type=1

Ciência e Literatura

As diferenças entre a Ciência e a Literatura dificilmente podiam ser maiores. Se por um lado as Ciências exigem rigor, objectividade e o seguimento de regras exactas, as Letras são muito mais liberais, subjectivas e com uma certa tendência para o desprezo pelas regras. E no entanto são duas áreas que não só se misturam frequentemente, como o fazem facilmente, devido a uma série de pontos comuns que as ligam apesar das diferenças.
Por exemplo, de um lado temos a Matemática e do outro a Poesia. Duas coisas tão absurdamente diferentes que a maior parte das pessoas falha por completo em ver as semelhanças. Afinal, o que é que Euler e Gauss podem ter a ver com Pessoa e Poe? Aparentemente, nada. Mas qualquer professor de Matemática que se preze vos pode falar da beleza quase poética que a Matemática pode ter, assim como qualquer professor de Português vos pode atormentar com o rigor quase matemático que a Poesia pode ter.
Ou seja, não é complicado. Literatura e Ciência, Ciência e Literatura… Uma coisa não exclui a outra, antes pelo contrário. E há uma área em particular que é tão misteriosa e tão sublime que só um esforço conjunto destas duas áreas a pode entender minimamente. Falo da Astronomia. É impossível compreender o Universo sem fazer uso de uma Física extremamente complicada que escapa ao entendimento da maioria das pessoas, mas é também impossível descrever as maravilhas nele contidas sem ter que recorrer à subjectividade e criatividade específicas das Letras.
É complicado de perceber e de conceber que nós e tudo o que nos rodeia é constituído por elementos químicos que foram formados em vários tipos de reacções no coração de uma estrela, mas se a acompanhar isto se disser que “somos todos feitos de poeira estelar”, pouco mais é preciso dizer. Por outro lado, tentar explicar por palavras o que é um buraco negro ou o que é o infinito não é fácil, mas há equações que descrevem o primeiro e trabalha-se frequentemente com o segundo nos diversos ramos da Ciência.
Pessoalmente acho que é algo complicado de explicar, mas a Astronomia, para mim, é um exemplo perfeito da união e da complementaridade de ambas as áreas. Ainda para mais quando essa sintonia resulta num género literário como a Ficção Científica, do qual sou um aficionado e que já me providenciou das melhores leituras da minha vida. Livros como 2001 – Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clarke, são para lá de geniais… Este em particular é uma verdadeira obra-prima da literatura, com algumas das melhores descrições do espaço que eu já li. A forma como o autor nos faz viajar por entre as estrelas, como se estivéssemos de facto a espreitar pela janela de uma nave espacial é divinal. E o livro tem um rigor científico fora do comum para uma obra de ficção.
Já para não falar de Júlio Verne e dos seus livros Da Terra à Lua e À Roda da Lua, com uma Ciência minimamente plausível e descrições espaciais, nomeadamente lunares, simplesmente fascinantes e perfeitas. E a quantidade de livros sobre os quais ainda podia falar torna ridícula a ideia de que a beleza não existe na Ciência, ou de que a Literatura é incapaz de captar a sua essência. Porque ambas as áreas não passam de duas faces da mesma moeda, ou de duas abordagens diferentes para fazer exactamente a mesma coisa: perceber o Mundo que nos rodeia.
Isto leva a que da mesma forma que posso dizer que há poucas coisas tão diferentes como a Literatura e a Ciência, posso também afirmar sem qualquer peso na consciência, que é ainda mais complicado encontrar duas coisas que sejam, ainda assim, tão semelhantes.

Rui Bastos

 

 

 
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