Uma das tradições do Natal é a Estrela de Belém. Segundo o Evangelho de Mateus, uma estrela levou os Reis Magos, Belchior, Baltazar e Gaspar, até Belém, o local onde estavam Jesus, Maria e José, onde prestaram homenagem ao recém-nascido e deram-lhe presentes.
Muitos cristãos acreditam que a estrela foi um sinal milagroso que marcou o nascimento do Jesus.
Ao longo dos anos muitos tentaram explicar o que seria essa estrela. Os fenómenos astronómicos mais considerados são uma conjunção de Júpiter e Saturno, um Cometa ou uma Supernova.
Os magos na viagem para Belém contaram a Herodes (ca. 73 a.C. - 4 a.C. ou 1 a.C.), rei de Israel, que viram a estrela "no oriente em ascenção".
Em 1614, o astrónomo alemão Johannes Kepler determinou que uma série de três conjunções dos planetas Júpiter e Saturno teria ocorrido no ano 7 a.C. No entanto, cálculos modernos mostram que havia uma distância de quase 1 grau entre os planetas, o que tornaria essas conjunções pouco expressivas.
Outros sugerem que a estrela seria um cometa. O conhecido cometa Halley, que se aproxima da Terra a cada 76 anos, esteve visível em 12 a.C. e outro cometa terá sido observado por chineses e coreanos por volta de 5 a.C., tendo sido observado por mais de 60 dias mas sem nenhum relato de movimento.
Recentemente o Papa Bento XVI, referiu que a Estrela de Belém seria uma supernova. Essa supernova teria explodido perto da galáxia de Andrómeda. Embora supernovas tenham de facto sido detectadas, é extremamente difícil detectar os restos de uma supernova noutras galáxias e, muito mais, determinar uma data de quando teriam ocorrido. As supernovas são corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas com mais de 10 massas solares, que produzem objectos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses.
Fonte: Wikipedia.
Foto retirada daqui.
Publicado por Armando Vivas
O Curiosity vai trepar uma montanha em Marte com 7 km de altitude!
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano!
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Observação de manchas solares
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LCV
terça-feira, 27 de novembro de 2012
No dia 13 de Novembro inaugurámos o nosso observatório astronómico com uma sessão de observação de manchas solares.
Estava um excelente dia para observar o Sol, não havia nuvens nem neblina e a nossa estrela apresentava vários conjuntos de manchas bens visíveis.
Nesta sessão participaram os alunos da turma 10º2, orientados por um grupo de colaboradores da mesma turma. Com o apoio deste grupo foi possível observar o Sol em direto no site da Nasa, antes de o observar pelo telescópio, organizar a subida ao telhado da escola e ainda fotografar o acontecimento.
Iremos realizar mais sessões de observação de manchas solares para alunos interessados e, logo que as condições meteorológicas o permitirem, realizaremos também sessões de observação de astros à noite.
Portanto, mantém-te atento(a)!
Fim do mundo?
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Muito se tem falado sobre o fim do mundo este ano. Pela internet muitos sites falam sobre o assunto.
A data de que se fala é o dia 21 de Dezembro, que todos os anos é dia de Solstício, em que no Hemisfério Norte teremos o dia mais curto do ano.
São várias as causas apontadas para que pudesse ocorrer algo no dia 21 de Dezembro: profecia Maia, alinhamento planetário, alinhamento da Terra com o Sol e o centro da Via Láctea, choque do planeta chamado Nibiru com a Terra, inversão dos pólos magnéticos da Terra e aumento da atividade Solar.
A Ciência afirma que nada disto provocará algo que levará ao fim do mundo e muitos dos acontecimentos referidos nem irão acontecer.
Em relação à profecia Maia, o que realmente é verdade é que está no fim de um ciclo no seu calendário. Relativamente ao alinhamento dos planetas, aqui podem consultar as posições dos planetas do Sistema Solar nessa data, podendo constatar-se que nenhum alinhamento ocorrerá. Quanto ao alinhamento da Terra com o Sol e o centro da Via Láctea, tal acontece todos os anos nos dias de solstício. Sobre o choque do chamado planeta Nibiru com a Terra, não existe qualquer base científica, nem se sabe da sua existência.
A inversão dos pólos já aconteceu mas atualmente não está prevista nenhuma alteração e mesmo que acontecesse abruptamente não seria catastrófico. Por fim, o aumento da atividade solar é algo cíclico e até agora só provocou alterações ao nível das comunicações via satélite.
Imagem retirada daqui.
Armando Vivas
Ciência e Literatura
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LCV
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
No dia 18 de Outubro realizou-se na BECRE um seminário, para apresentação das atividades do projeto "E o céu aqui tão perto /Diálogo entre Ciência e Literatura aos alunos do 10º2 e 10º6, seguido de um lanche temático (O Universo também se come..).
Convidámos o Rui Bastos, que foi aluno da nossa escola e colaborador muito ativo do LCV e que agora está no IST no curso de Engenharia Biomédica, para apresentar uma comunicação sobre o tema do projeto.
O Rui fez uma excelente comunicação, que foi seguida com bastante interesse por todos os participantes e que a seguir transcrevemos.
Se quiserem espreitar o lanche:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.365603490190657.87170.100002230263987&type=1
Ciência e Literatura
As diferenças entre a Ciência e a Literatura
dificilmente podiam ser maiores. Se por um lado as Ciências exigem rigor,
objectividade e o seguimento de regras exactas, as Letras são muito mais
liberais, subjectivas e com uma certa tendência para o desprezo pelas regras. E
no entanto são duas áreas que não só se misturam frequentemente, como o fazem
facilmente, devido a uma série de pontos comuns que as ligam apesar das
diferenças.
Por exemplo, de um
lado temos a Matemática e do outro a Poesia. Duas coisas tão absurdamente
diferentes que a maior parte das pessoas falha por completo em ver as
semelhanças. Afinal, o que é que Euler e Gauss podem ter a ver com Pessoa e
Poe? Aparentemente, nada. Mas qualquer professor de Matemática que se preze vos
pode falar da beleza quase poética que a Matemática pode ter, assim como
qualquer professor de Português vos pode atormentar com o rigor quase
matemático que a Poesia pode ter.
Ou seja, não é
complicado. Literatura e Ciência, Ciência e Literatura… Uma coisa não exclui a
outra, antes pelo contrário. E há uma área em particular que é tão misteriosa e
tão sublime que só um esforço conjunto destas duas áreas a pode entender
minimamente. Falo da Astronomia. É impossível compreender o Universo sem fazer
uso de uma Física extremamente complicada que escapa ao entendimento da maioria
das pessoas, mas é também impossível descrever as maravilhas nele contidas sem
ter que recorrer à subjectividade e criatividade específicas das Letras.
É complicado de
perceber e de conceber que nós e tudo o que nos rodeia é constituído por
elementos químicos que foram formados em vários tipos de reacções no coração de
uma estrela, mas se a acompanhar isto se disser que “somos todos feitos de
poeira estelar”, pouco mais é preciso dizer. Por outro lado, tentar explicar
por palavras o que é um buraco negro ou o que é o infinito não é fácil, mas há
equações que descrevem o primeiro e trabalha-se frequentemente com o segundo
nos diversos ramos da Ciência.
Pessoalmente acho
que é algo complicado de explicar, mas a Astronomia, para mim, é um exemplo
perfeito da união e da complementaridade de ambas as áreas. Ainda para mais
quando essa sintonia resulta num género literário como a Ficção Científica, do
qual sou um aficionado e que já me providenciou das melhores leituras da minha
vida. Livros como 2001 – Odisseia no Espaço, de
Arthur C. Clarke, são para lá de geniais… Este em particular é uma verdadeira
obra-prima da literatura, com algumas das melhores descrições do espaço que eu
já li. A forma como o autor nos faz viajar por entre as estrelas, como se
estivéssemos de facto a espreitar pela janela de uma nave espacial é divinal. E
o livro tem um rigor científico fora do comum para uma obra de ficção.
Já para não falar
de Júlio Verne e dos seus livros Da Terra à Lua e À
Roda da Lua, com uma Ciência minimamente plausível e
descrições espaciais, nomeadamente lunares, simplesmente fascinantes e
perfeitas. E a quantidade de livros sobre os quais ainda podia falar torna
ridícula a ideia de que a beleza não existe na Ciência, ou de que a Literatura
é incapaz de captar a sua essência. Porque ambas as áreas não passam de duas
faces da mesma moeda, ou de duas abordagens diferentes para fazer exactamente a
mesma coisa: perceber o Mundo que nos rodeia.
Isto leva a que da
mesma forma que posso dizer que há poucas coisas tão diferentes como a
Literatura e a Ciência, posso também afirmar sem qualquer peso na consciência,
que é ainda mais complicado encontrar duas coisas que sejam, ainda assim, tão
semelhantes.
Rui Bastos
Projeto "E o céu aqui tão perto, diálogo entre a Ciência e a Literatura"
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LCV
sábado, 3 de novembro de 2012
Este ano letivo vamos desenvolver mais
atividades no âmbito da Astronomia.
Temos um telescópio novo, um pequeno
observatório na escola e estamos a colaborar com a BECRE no projeto “E o céu
aqui tão perto, diálogo entre a Ciência e a Literatura”.
No âmbito deste projeto, que envolve as turmas 10º2 (área
científica) e 10º6 (humanidades), iremos promover observações de astros,
ateliers de construção de materiais demonstrativos simples de Astronomia
e orientar a participação de uma equipa da nossa escola na campanha “Caça aos Asteróides” do IASC
(Internacional Astronomical Search Collaboration).
Todas estas iniciativas estarão abertas à
participação da comunidade escolar e irão sendo anunciadas neste blog.
Portanto, se te interessas por Astronomia, contacta-nos.
Helena Spencer
O LCV está na sala 166!
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LCV
domingo, 28 de outubro de 2012
Um Bom Ano Escolar para todos!
Com algum atraso, mas com atividades novas e sala nova, abrimos no dia 25 de Outubro o nosso espaço, a sala 166, à comunidade escolar.
Esta sala também é tua, por isso, sempre que tiveres tempo livre, aparece no LCV e vem divertir-te e aprender com o que lá temos para ti.
Se quiseres participar nos nossos projetos (Astronomia e Fotografia) ou tiveres projetos na área da Ciência que queiras desenvolver, aparece às 4ªf à tarde. O nosso horário está aqui ao lado, neste blog.
A partir de agora iremos dando notícias dos nossas atividades. Mantém-te atento(a)!
Helena Spencer
Novidades do CERN sobre o Bosão de Higgs!
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LCV
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Foi anunciada hoje, dia 4 de Julho, pelo Diretor - Geral do CERN, a descoberta de uma nova partícula, consistente com o bosão de Higgs.
Esta descoberta foi feita nas experiências ATLAS e CMS, nas quais têm participado investigadores portugueses.
Ver notícia mais detalhada em: http://www.lip.pt/events/2012/HIGGS/
Um grupo de alunos do 11º ano da nossa escola visitou o CERN em Abril de 2008, no âmbito da disciplina de Física - Química A. Nesta altura estavam a terminar os preparativos para o arranque do LCH (o maior acelerador de partículas construído até ao momento), onde se iriam realizar as experiências acima referidas.
O CERN - Laboratório Europeu de Física de Partículas - está situado
próximo de Genebra, na fronteira
da Suíça com a França e é o maior centro mundial de investigação do seu tipo.
Esta instituição que junta cerca de 10000 cientistas de mais de 80
nacionalidades, entre os quais portugueses, é um exemplo bem sucedido de
colaboração internacional, da qual resultaram várias descobertas que permitiram
o desenvolvimento de tecnologias importantes, nomeadamente na área da saúde. No
entanto a contribuição mais conhecida do CERN foi a World Wide Web.
O LHC - Com este acelerador é possível recriar as condições do Universo logo após o big-bang e assim
desvendar alguns mistérios sobre a origem da matéria.
BOSÃO DE HIGGS - Partícula elementar que terá sido crucial na formação do Universo.
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